quinta-feira, 26 de maio de 2011

Para cada Pm morto em confronto, 35 civis foram assassinados em SP em 2010

Índice é o maior dos últimos sete anos, segundo dados da SSP e da Ouvidoria


Cemitério em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, onde um jovem de 24 anos foi morto por policiais militares em março deste ano

Para cada policial militar morto durante confrontos no Estado de São Paulo em 2010, 35 civis foram assassinados. A relação é a maior dos últimos sete anos, segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública) analisados pela Ouvidoria da Polícia. No total, 495 pessoas foram mortas, no ano passado, por PMs em casos que foram registrados como “resistência seguida de morte”.

Desde 2001, apenas um ano superou 2010 na relação de civis mortos por policiais militares: em 2003, para cada policial morto, houve 39,8 vítimas civis em confrontos. No total, 756 civis e 19 policiais foram mortos.

Segundo o pesquisador da Clínica Internacional de Diretos Humanos de Harvard, Fernando Delgado, o número é “altíssimo”. Ele é autor do relatório Força Letal - Violência Policial e Segurança Pública no Rio de Janeiro e em São Paulo -, lançado em dezembro de 2009 pela ONG internacional Human Rights Watch.

A força letal policial, por lei, deveria ser um último recurso, somente utilizado quando absolutamente necessário e só de forma proporcional. Quanto menor o índice [de mortes], melhor.

Delgado, que também é o principal autor da pesquisa “São Paulo sob Achaque”, sobre os ataques que pararam São Paulo em maio de 2006, afirma que falta “investigação adequada” dos homicídios, e que esta seria a causa de tantos civis mortos por policiais.

- Policiais que matam sabem que as chances de eles serem responsabilizados por execuções são mínimas. Continuamos cobrando uma atitude mais forte por parte do Ministério Público, pois não é aceitável somente deixar polícia investigar polícia.

Mais que na África do Sul


Segundo Delgado, a polícia paulista em serviço matou mais que todos os policiais da África do Sul entre os anos de 2005 a 2009.

- Foram 2.176 mortes contra 1.623, em um país com uma população basicamente equivalente à do Estado de São Paulo (cerca de 40 milhões) e um alto índice de crimes.

Para o ex-secretário nacional de Segurança Pública, coronel José Vicente, a relação de civis mortos por PMs em São Paulo no ano de 2010 é alta, e “merece uma investigação para se descobrir o que está acontecendo”. Vicente pondera, no entanto, que o Estado tem feito uma média de 100 mil prisões por ano, e que policiais tem ficado mais “de frente” com criminosos.

- A polícia dispõe de um sistema de mapeamento criminal em que o policial fica muito próximo do criminoso. Então, a situação de confronto fica mais constante.

Ainda assim, segundo ele, há estudos que mostram que um índice que poderia ser considerável aceitável seria de 11 civis mortos para cada policial em confronto.

Método Giraldi

Para a coordenadora da área de polícia do Instituto Sou da Paz, Carolina Ricardo, o Estado tem investido em medidas que podem diminuir a letalidade policial. Entre elas, estão a transferência de investigação para o DHPP (Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa) dos casos registrados como resistência seguida de morte e a prática do “método Giraldi”, instrução de tiro que visa a preservação da vida e é ensinada em cursos de formação e aperfeiçoamento da Polícia Militar de São Paulo.

Carolina diz acreditar que o número de homicídios cometidos por policiais em São Paulo pode ser bem menor, e cita como exemplo o ano de 2005, em que 278 pessoas foram mortas em confronto com PM. Neste ano, a relação entre policiais militares e civis mortos caiu para 12.

Para isso, segundo ela, é preciso que haja um monitoramento maior dos procedimentos que são adotados pela polícia, como o método Giraldi. Uma ação que deveria ser tomada pela própria corporação, de acordo com Carolina, seria a divulgação de um relatório de "prestação de contas" sobre o que houve nos casos de homicídios cometidos por agentes.

- Não se tem uma clareza em relação aos casos. Quantos são execução, quantos não. O fato de ser registrado como resistência seguida de morte muda um pouco. Seria importante que eles fossem registrados como homicídio.

A coordenadora do Sou da Paz ressalta ainda que no Brasil existe um discurso, que parte da própria sociedade, de que “bandido bom é bandido morto”, e relembra o caso de Ferraz de Vasconcelos, em que um jovem de 27 anos foi morto por dois PMs em um cemitério na cidade. O assassinato foi relatado por uma testemunha, que fez uma ligação para a polícia denunciando o crime.

Outro lado

Em nota, a Polícia Militar de São Paulo afirmou que “toda ocorrência em que há o resultado letal, decorrente de confronto, é sempre instaurado um Inquérito Policial Militar que invariavelmente é remetido à Justiça para que a conduta dos policiais seja submetida à aprovação da sociedade, pelo Tribunal do Júri”.

A corporação ressaltou ainda que “do total de infratores que entraram em confronto com a PM em 2010, 45% foram presos ilesos ou feridos; 38% conseguiram fugir e 17% morreram. No mesmo ano, a PM realizou mais de 28 milhões de intervenções. Em 2010, houve uma redução de 6% na quantidade de pessoas mortas em confronto com policiais militares, em relação o ano anterior”.

Segundo a Polícia Militar, a taxa de civis mortos por PMs caiu para 16,6 nos primeiros meses de 2011, “fruto de investimentos sérios feitos pela instituição”.

A SSP citou casos “emblemáticos” como “o afastamento dos comandantes do batalhão e da companhia, aos quais pertenciam os policiais militares acusados pela morte de um motoboy, em Cidade Ademar”. E ainda “a prisão de quatro policiais militares envolvidos no desaparecimento de um adolescente, em Suzano.

Fonte: http://policialbr.com/profiles/blogs/para-cada-pm-morto-em#ixzz1NTsZEPh4

EUA se articulam para tomar a Copa de 2014

ATRASO E SUPERFATURAMENTO NAS OBRAS DOS ESTÁDIOS BRASILEIROS, MÁS CONDIÇÕES DA INFRAESTRUTURA E O DESCRÉDITO DE RICARDO TEIXEIRA SÃO INGREDIENTES QUE PODEM OBRIGAR A FIFA A BUSCAR ALTERNATIVAS PARA O PRÓXIMO MUNDIAL


Marcio Kroehn_247 – Já houve um precedente. Em 1986, a Copa do Mundo estava prevista para acontecer na Colômbia, foi cobiçada pelos Estados Unidos e terminou com o México. Agora, os atrasos na construção dos estádios, os escândalos da Fifa e a letargia nas obras de infraestrutura podem fazer com que a história se repita. E os Estados Unidos, que perderam os Jogos Olímpicos de 2016 para o Rio de Janeiro, já se articulam para tomar a Copa de 2014 do Brasil. Isso explicaria até a revelação do maior escândalo da história do futebol mundial, apontando a distribuição de propinas de mais de US$ 100 milhões pela Fifa e pela CBF (leia mais).

Essa especulação já se tornou motivo de apostas no mercado financeiro. Os operadores da bolsa de valores iniciaram nos últimos dias uma espécie de bolão sobre o destino da Copa do Mundo de 2014. O objetivo é acertar qual país será o substituto do Brasil como anfitrião do torneio. Motivos não faltam: o Ministério Público começou a investigar o possível superfaturamento das obras do Maracanã, o principal estádio brasileiro para o torneio; São Paulo, a capital financeira do País, corre perigo de não receber os jogos pelos problemas no futuro estádio do Corinthians; a reforma completa e necessária dos aeroportos foi descartada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada); e Ricardo Teixeira perdeu a força e caiu em desgraça na Fifa depois que um dirigente inglês o acusou de pedir propina para votar na Inglaterra como sede de 2018.

Todos são ingredientes pesados o suficiente para levar a Fifa a tomar uma atitude drástica, embora pouco usual. E agora os Estados Unidos aparecem, mais uma vez, como a saída possível. E, pelas condições, muito provável. Mais do que repetir a festa de 1994, os EUA querem reforçar o crescimento do futebol e substituir o Brasil. Nos últimos anos, a Major League Soccer (MLS) registrou crescimento de público e de receita. Os dirigentes da liga americana miram os principais torneios europeus como meta para daqui a alguns anos. Os investimentos em infraestrutura estão prontos e a carta de intenções está na mesa.

Para o Brasil virar o jogo, o clima de atraso e, principalmente, de descaso precisa se dissipar. Os problemas dos estádios estão se acumulando. O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou quatro prováveis elefantes brancos, ou seja, dinheiro que será gasto sem utilização futura. Natal, Cuiabá, Manaus e Brasília são as sedes criticadas pelo órgão público. A Capital Federal, aliás, protagonizou cenas bizarras há duas semanas. O estádio Mané Garrincha deveria ter sido implodido, mas as milhares de bananas de dinamite só conseguiram levantar poeira. As arquibancadas ficaram no mesmo lugar e novos estudos estão sendo preparados para colocar a estrutura no chão. Além delas, o Maracanã entrou na lista negra do Ministério Público por suspeitas de superfaturamento. As obras foram orçadas em R$ 600 milhões e já custam R$ 1 bilhão. O orçamento de Fortaleza, Curitiba e Recife também está em xeque. Para completar, prometido estádio do Corinthians, que precisa ser erguido na zona leste de São Paulo, ainda enfrenta discussões sobre a viabilidade do terreno.

O histórico da África do Sul é um ponto a favor do Brasil. Um ano antes do Mundial de 2010, os principais estádios estavam inacabados. Na Copa das Confederações, que acontece um ano antes para checar a estrutura local, muita areia e cimento estavam espalhados pelo país africano. Parecia impossível ver a Copa do Mundo acontecer ali, mas no final deu tudo certo. É importante lembrar que a Fifa fechou os olhos para os atrasos pelas boas intenções sociais depositadas nos sul-africanos. Para o Brasil, perdões parecem improváveis. Ainda mais nesse momento que Ricardo Teixeira perde prestígio na Suíça. O dirigente brasileiro, que já havia brigado com o presidente Joseph Blatter pela cadeira da federação de futebol, está entre os acusados pelo ex-dirigente da federação inglesa, David Triesman, de pedir suborno para votar na Inglaterra como sede de 2018. Se precisar de apoio, Teixeira não terá. E de preferido mundial, o País pode sair como o vilão. Façam suas apostas.

Fonte:Brasil 247

Fonte: http://policialbr.com/profiles/blogs/eua-se-articulam-para-tomar-a#ixzz1NTrl94lq

Aconteceu na AL Ce na comemoração dos 176 anos da PMCE

Será que mesmo com o empenho do Comandante Geral Coronel Werisleik em dar uma nova cara a PMCE, ele merecia estas vaias de uma parte da categoria?



FONTE: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=8582091&tid=5610916529833235537&na=3&nst=11&nid=8582091-5610916529833235537-5610924600076784721

Denuncia grave contra o Ronda do Quarteirão

26/05/2011
Policiais agridem ladrões e ficam com os objetos roubados

Vídeo mostra abordagem policial que não foi registrada nas ocorrências de domingo (21) da Ciops


Policiais do Ronda do Quarteirão estão sendo denunciados de agir com rigor durante uma abordagem policial.


No vídeo que o CETV teve acesso, quatro rapazes são encostados na parede. Os policias militares começam a revistar o grupo, sendo que um deles dá início a uma sequência de agressões: bate com cassetete em um jovem de camisa branca e depois chuta. Outro policial se aproxima e também participa da ação violenta.

Confira o vídeo que flagra a ação:


 
As cenas foram gravadas na tarde de domingo (21), no Papicu, próximo a avenida Engenheiro Santana Júnior. De acordo com uma testemunha, a agressão aconteceu quando policiais do Ronda do Quarteirão abordaram os quatro rapazes acusados de terem praticado um assalto.


Policiais teriam distribuído entre eles os objetos roubados

Os três jovens são liberados e o outro, que foi espancado, continua sendo vigiado pelos policiais. Em seguida, é dispensado. Uma mulher, que prefere não se identificar, conta que, após a agressão, os policiais distribuíram entre eles os objetos que teriam sido roubados pelos rapazes.

Nas ocorrências de domingo da coordenadoria integrada de operações de segurança (Ciops), não há nenhum registro deste caso. O comandante da polícia militar, Werisleik Matias assistiu ao vídeo e condenou a atitude dos policiais.

Segundo o coronel, os policiais que participaram da agressão já estão sendo identificados e vão ser punidos.

FONTE: http://tvverdesmares.com.br/cetv1aedicao/policiais-agridem-ladroes-e-ficam-com-os-objetos-roubados/

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Polícia consegue recapturar o fugitivo “Diabo Louro”



Está na sede da Superintendência da Polícia Civil o detento Francisco Clerton do Carmo, de 23 anos. Conhecido por “Diabo Louro”, ele foi recapturado nesta quarta-feira (25) pela manhã, em uma casa no município de Ocara, na região do Maciço de Baturité.


“Diabo Louro” foi resgatado na segunda-feira (23) do 30° Distrito Policial, no Conjunto São Cristóvão, onde estava preso por tráfico de drogas.

Com o detendo, a polícia também prendeu outras 4 pessoas. Com o bando, foi apreendido um veículo. A prisão foi feita pelas polícias Militar e Rodoviária Estadual.

Delegado segue internado


Durante o resgate do “Diabo Louro”, um detendo foi executado; o delegado Domingos Sávio Diógenes e o inspetor José Gomes de Freitas foram baleados.

O delegado continua internado na UTI de um hospital particular da Capital. Ele foi submetido a uma cirurgia e até a noite desta terça (24), ainda respirava com a ajuda de um aparelho. Seu estado de saúde é estável.

Já o inspetor atingido com um tiro na perna teve alta médica.

(Com informações da redação TV Diário)

FONTE: http://blogs.tvdiario.tv.br/robertomoreira/policia-consegue-recapturar-o-fugitivo-diabo-louro/

sábado, 21 de maio de 2011

Charge “Corruptos”


FONTE: http://blog.jangadeiroonline.com.br/charge/charge-corruptos-24208/

Cães da PM que morreram em serviço são cremados com honras em BH

Esta foi a primeira vez que a PM de Minas realizou uma cremação de cães.


Polícia quer criar uma galeria de heróis.

Dois cães policiais, que morreram durante uma operação policial em Ribeirão das Neves, na Grande BH, foram cremados na manhã desta sexta-feira (20). A cerimônia contou com a presença de dezenas de militares da 1ª Companhia de Missões Especiais, de Contagem. Os cachorros, da raça pastor alemão, Lyon e Dox receberam honras militares por morrer em serviço. Eles foram baleados por criminosos durante uma fuga.


Segundo a polícia, os cães são treinados desde filhotes para o cargo e são considerados oficiais da PM. Cada animal possui um condutor, um militar que se torna o companheiro do cachorro.

Um dos oficiais mais comovidos na cerimônia era o condutor do cachorro Lyon, há três anos, sargento Wellys Lucindo. Ele não conseguiu conter as lágrimas na hora da despedida. "É a mesma coisa que perder um familiar. Sabemos que eles são treinados para isso, que são como kamikazes, mas não estamos preparados para perdê-los". Durante a cerimônia, Wellys relembrou com os companheiros o ótimo desempenho do cão em várias operações.

FONTE: http://renataaspra.blogspot.com/