08/04/2011
Cadáveres aparecem amontoados ao ar livre, mostrando a precariedade dos serviços de perícia
Um retrato do descaso com a saúde pública. Não bastasse o abandono dos vivos, os mortos também são alvo do desrespeito. O Sindicato dos Policiais Civis faz uma denúncia contra o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO) – corpos que chegam ficam jogados à espera de perícia.
Um cinegrafista amador filmou o local onde ficam os corpos. As imagens são fortes e impressionam. Cadáveres aparecem amontoados e despidos, ao lado de ferramentas inadequadas, usadas nas necrópsias. Fora da sala, outros corpos que estavam guardados em câmeras frias descongelam ao sol.
Os moradores da região, em Messejana, já suspeitavam de que havia algo errado nas atividades improvisadas do SVO. O órgão é responsável por examinar os corpos de pessoas que tiveram morte natural. O Instituto Médico Legal está em obras. As autópsias por morte violenta também são feitas no local. Para o Sindicato da Polícia Civil, a precariedade torna o trabalho impossível.
Segundo a Perícia Forense do Ceará, a necrópsia do IML é feita por médicos legistas em condições adequadas. A promotora de justiça de defesa da sáude pública diz que já existe uma denúncia contra a precariedade dos serviços no SVO e que essa nova denúncia vai ser somada ao processo.
A assessoria da secretaria da Secretaria de Saúde do Estado informou que atualmente há 4 corpos do SVO para serem liberados e que o vídeo mostra a situação de corpos do IML, órgão ligado à Perícia Forense.
Veja o vídeo:
Denúncia Corpos SVO from TV Cidade Fortaleza on Vimeo.
FONTE: http://www.cnews.com.br/?p=76241
Este blog é direcionado aos profissionais de Segurança Pública que estão dia-a-dia sacrificando suas vidas em prol de dias melhores e a todos os cidadãos que colaboram para que esse trabalho seja efetivado. Pois como reza a CF art. 144: Segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos.
sábado, 9 de abril de 2011
Escrivão armado ameaça estudantes na UFC e é detido
08/04/2011
Confusão ocorreu no bloco da engenharia do Campus do Pici
Um escrivão da Polícia Civil se envolveu em uma confusão no bloco de engenharia do campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará (UFC), na tarde desta sexta-feira (8). Segundo testemunhas, ele teria ameaçado atirar nos estudantes que se encontravam no prédio.
A confusão começou porque o acusado teria estacionado o carro em um local que empatava o fluxo de veículos. Os estudantes, então, secaram os pneus do carro e deixaram um bilhete, onde estaria escrito “otário”. Quando retornou ao veículo, o escrivão, indignado, teria tirado uma arma, sacudido no ar e ameaçando atirar, sem apontar para ninguém especificamente.
Seguranças da Universidade tentaram acalmá-lo. Logo depois, um grupo das Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) chegou ao local e o encaminhou ao 10º Distrito Policial, no bairro Antônio Bezerra.
FONTE: http://www.cnews.com.br/?p=76143
Confusão ocorreu no bloco da engenharia do Campus do Pici
Um escrivão da Polícia Civil se envolveu em uma confusão no bloco de engenharia do campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará (UFC), na tarde desta sexta-feira (8). Segundo testemunhas, ele teria ameaçado atirar nos estudantes que se encontravam no prédio.
A confusão começou porque o acusado teria estacionado o carro em um local que empatava o fluxo de veículos. Os estudantes, então, secaram os pneus do carro e deixaram um bilhete, onde estaria escrito “otário”. Quando retornou ao veículo, o escrivão, indignado, teria tirado uma arma, sacudido no ar e ameaçando atirar, sem apontar para ninguém especificamente.
Seguranças da Universidade tentaram acalmá-lo. Logo depois, um grupo das Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) chegou ao local e o encaminhou ao 10º Distrito Policial, no bairro Antônio Bezerra.
FONTE: http://www.cnews.com.br/?p=76143
Presos dois suspeitos de vender arma a atirador, diz polícia
09/04/2011
A dupla foi encontrada por policiais militares do 21º BPM. Negociações para compra da arma teriam começado há cerca de 4 meses.
A Divisão de Homicídios (DH) informou, neste sábado (9), que estão presos os dois suspeitos de negociar e vender uma das duas armas para Wellington Menezes de Oliveira, o homem que matou 12 crianças em uma escola em Realengo, na Zona Oeste.
A DH fez o pedido de prisão preventiva no plantão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na madrugada deste sábado.
Os dois foram ouvidos na noite de sexta-feira (8) na DH, na Barra da Tijuca. Eles foram encontrados por policiais militares do serviço reservado do 21º BPM (São João de Meriti). De acordo com o comandante do batalhão, Ricardo Arlem, um chaveiro, vizinho de Wellington, teria sido quem intermediou a compra do revólver calibre 32, uma das armas utilizadas no massacre.
O comandante explicou que Wellington teria procurado o chaveiro, por saber que ele tinha contatos de pessoas que vendiam armas clandestinamente. Ainda segundo a Polícia Militar, as negociações para a compra da arma teriam começado há cerca de quatro meses.
Um amigo do chaveiro teria vendido a arma para o atirador. Segundo a PM, o suposto vendedor tem passagens pela polícia pelos crimes de porte ilegal de arma, uso de documento falso e estupro.
De acordo com o comandante Ricardo Arlem, assim que os homens foram abordados pelos PMs, eles negaram a venda, mas depois confirmaram e trocaram acusações.
"Sheik"
Segundo a PM, o chaveiro revelou que Wellington era conhecido na região onde morava em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, pelo apelido de "Sheik", devido à barba longa que cultivou até dias antes do crime.
“Nós descobrimos esses dois homens porque um PM à paisana ouviu o vendedor comentar ao chaveiro, tá vendo aquela arma que te vendi, tá vendo como ela tava afiadinha?, olha o estrago que ela fez”, reproduziu o comandante.
O comandante contou ainda que os homens negaram vender as munições utilizadas por Wellington. A Divisão de Homicídios, que investiga o caso, tenta esclarecer se os dois homens têm realmente ligação com a venda do armamento.
11 vítimas sepultadas
Durante toda a sexta-feira (8), familiares, parentes e moradores do bairro de Realengo deram adeus a 11 das 12 crianças mortas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira na Escola Municipal Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio. O corpo de Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, será cremado no sábado (9).
Apenas o corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, ainda está no Instituto Médico Legal (IML). Segundo o IML, após dez dias, o rapaz será enterrado como "corpo não reclamado".
Feridos
Dez alunos baleados na Escola municipal Tasso da Silveira seguem internados nesta sexta-feira (8), em seis hospitais do Rio. Três deles estão em estado grave. Renata Lima Rocha, de 14 anos, recebeu alta do Hospital Albert Schweitzer na tarde desta sexta-feira. Ela foi foi baleada no abdômem.
FONTE: http://g1.globo.com/Tragedia-em-Realengo/noticia/2011/04/presos-dois-suspeitos-de-vender-arma-atirador-diz-policia.html
A dupla foi encontrada por policiais militares do 21º BPM. Negociações para compra da arma teriam começado há cerca de 4 meses.
A Divisão de Homicídios (DH) informou, neste sábado (9), que estão presos os dois suspeitos de negociar e vender uma das duas armas para Wellington Menezes de Oliveira, o homem que matou 12 crianças em uma escola em Realengo, na Zona Oeste.
A DH fez o pedido de prisão preventiva no plantão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na madrugada deste sábado.
Os dois foram ouvidos na noite de sexta-feira (8) na DH, na Barra da Tijuca. Eles foram encontrados por policiais militares do serviço reservado do 21º BPM (São João de Meriti). De acordo com o comandante do batalhão, Ricardo Arlem, um chaveiro, vizinho de Wellington, teria sido quem intermediou a compra do revólver calibre 32, uma das armas utilizadas no massacre.
O comandante explicou que Wellington teria procurado o chaveiro, por saber que ele tinha contatos de pessoas que vendiam armas clandestinamente. Ainda segundo a Polícia Militar, as negociações para a compra da arma teriam começado há cerca de quatro meses.
Um amigo do chaveiro teria vendido a arma para o atirador. Segundo a PM, o suposto vendedor tem passagens pela polícia pelos crimes de porte ilegal de arma, uso de documento falso e estupro.
De acordo com o comandante Ricardo Arlem, assim que os homens foram abordados pelos PMs, eles negaram a venda, mas depois confirmaram e trocaram acusações.
"Sheik"
Segundo a PM, o chaveiro revelou que Wellington era conhecido na região onde morava em Sepetiba, na Zona Oeste do Rio, pelo apelido de "Sheik", devido à barba longa que cultivou até dias antes do crime.
“Nós descobrimos esses dois homens porque um PM à paisana ouviu o vendedor comentar ao chaveiro, tá vendo aquela arma que te vendi, tá vendo como ela tava afiadinha?, olha o estrago que ela fez”, reproduziu o comandante.
O comandante contou ainda que os homens negaram vender as munições utilizadas por Wellington. A Divisão de Homicídios, que investiga o caso, tenta esclarecer se os dois homens têm realmente ligação com a venda do armamento.
11 vítimas sepultadas
Durante toda a sexta-feira (8), familiares, parentes e moradores do bairro de Realengo deram adeus a 11 das 12 crianças mortas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira na Escola Municipal Tasso da Silveira, na Zona Oeste do Rio. O corpo de Ana Carolina Pacheco da Silva, de 13 anos, será cremado no sábado (9).
Apenas o corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, ainda está no Instituto Médico Legal (IML). Segundo o IML, após dez dias, o rapaz será enterrado como "corpo não reclamado".
Feridos
Dez alunos baleados na Escola municipal Tasso da Silveira seguem internados nesta sexta-feira (8), em seis hospitais do Rio. Três deles estão em estado grave. Renata Lima Rocha, de 14 anos, recebeu alta do Hospital Albert Schweitzer na tarde desta sexta-feira. Ela foi foi baleada no abdômem.
FONTE: http://g1.globo.com/Tragedia-em-Realengo/noticia/2011/04/presos-dois-suspeitos-de-vender-arma-atirador-diz-policia.html
Enterros de 11 vítimas levam mais de 4 mil a cemitérios
09/04/2011
Rio de Janeiro. Apenas o choro de uma mãe amparada por parentes, o ranger dos carrinhos carregando caixões e o murmúrio das lágrimas contidas quebravam o silêncio com que 11 dos 12 mortos no massacre na escola Tasso da Silveira foram enterradas ontem no Rio. A 12ª vítima será cremada hoje pela manhã.
A base de calmantes, parentes dos mortos ainda tentavam buscar explicações. Muitos precisaram de atendimento médico nos cemitérios do Murundu, em Realengo, e do Jardim da Saudade, em Sulacap e em Ricardo de Albuquerque.
Mas, na definição do médico Willian Vasconcelos, voluntário que apoiava os familiares no Murundu, o que eles mais precisavam era curar "uma dor sem remédio".
Durante os sepultamentos, ao menos 190 pessoas foram atendidas e 13 transferidas para um posto de saúde. O motorista Gerson da Silva Guilherme, 47, padrinho de Laryssa Silva Martins, 14, disse que muitos integrantes da família ainda não acreditam no que aconteceu. Para ele, "pensam que estão sonhando". "Mas o pesadelo não acaba", acrescenta Guilherme.Responsável por agilizar o enterro da afilhada, Gerson disse que a bala que matou Laryssa também atingiu os familiares. "O cara deu um tiro na cabeça da menina, mas atingiu também o coração de cada parente e amigo", lamentou.
No cemitério do Murundu, um helicóptero da Polícia Civil lançou pétalas de flores na manhã de ontem. A cada caixão fechado, aplausos quebravam a paz dolorosa dos cemitérios.
A família das gêmeas Bianca e Brenda Tavares se dividia na dor de velar a primeira e cuidar da recuperação da segunda, ainda internada.
Protestos silenciosos também fizeram parte dos enterros. Em Sulacap, amigos de Rafael Pereira da Silva,14, carregavam faixa reclamando da segurança: "Aí, governante, até quando vamos ficar sem segurança nas escolas e nas ruas. Hoje foi essa escola, qual será a próxima?".
Enquanto pensavam na tragédia, alguns viam a escola municipal Tasso da Silveira como um símbolo a ser eliminado. Wagner Assis, tio de Rafael Pereira da Silva, pediu um memorial às vítimas. "Essa escola tinha de ser derrubada e fazer ali um jardim cheio de flores em homenagem às vítimas. Eu também tenho um filho. Como posso mandá-lo para a escola na segunda-feira? Como posso ficar tranquilo?", disse.A ministra da Secretaria dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, foi a primeira autoridade a comparecer ao velório ao Cemitério do Murundu e saiu chorando sem falar com a imprensa. Em seguida, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), entrou nos quatro velórios e também saiu emocionado. "Nada se compara a esta tragédia. Qualquer pessoa com bom coração se emociona com o que aconteceu", disse.
Homenagem
Já na escola Tasso da Silveira, que ficou fechada ontem, todos faziam questão de elogiá-la e tentar evitar que sua imagem seja abalada. Haydée Miranda, 48, se mostrava duplamente atingida. "Como mãe me sinto na pele dessas mães. É dor infinita. E como ex-aluna espero que a mancha desse ex-aluno não tire o brilho da escola". Paulo dos Santos, disse ter "a honra" de ter estudado no local e que todos os alunos são filhos ou sobrinhos de ex-alunos. "É uma família e esse louco acabou com ela", disse Paulo.
Alguns pais levaram os filhos à escola para ajudá-los a encarar o trauma do dia anterior. Mãe de Felipe, 11, que estava em uma das salas onde aconteceu o massacre, Viviane Barcelos Gonçalves afirmou não pretender tirar o filho da escola. Sob folhas com o nome das 12 crianças mortas, os vizinhos depositaram flores e mensagens às vítimas.
EMOÇÃO
190
Pessoas passaram mal e precisaram de atendimento médico durante os enterros. Treze delas foram transferidas para postos de saúde do Rio de Janeiro.
CURA DE TRAUMAS
Assistentes sociais e psicólogos devem atender alunos, pais e professores a partir da próxima semana
Rio de Janeiro. A secretária municipal de Educação do Rio, Claudia Costin, informou, ontem, que a Prefeitura está montando uma equipe de assistentes sociais e psicólogos para prestar atendimento aos parentes e professores das crianças atingidas quinta-feira no massacre na Escola Tasso da Silveira.
Segundo a secretária, serão atendidas todas as pessoas que, direta ou indiretamente, estiveram envolvidas no episódio, que resultou no assassinato de 12 crianças.
Claudia Costin informou que as equipes já devem visitar os alunos e suas famílias em casa, ao longo da próxima semana. Os professores receberão atendimento na própria escola.
A secretária negou a possibilidade de fechamento da escola. Segundo ela, as aulas deverão recomeçar no próximo dia 18. “A escola continuará aberta a ex-alunos e também à comunidade. Não podemos transformar uma unidade de ensino em um presídio”, declarou a secretária em entrevista ao lado do ministro da Educação, Fernando Haddad.
Testemunha
O professor de geografia Luciano Pessanha, 35, lecionava na sala seis do primeiro andar da escola, ao lado da sala quatro, quando ouviu o que pensou serem alunos chutando armários de ferro. “Até conheço barulho de arma. Mas dentro da escola, foi a última coisa que pensei em ouvir na vida”, disse.
Pessanha foi para a sala ao lado, onde viu Oliveira carregar as armas e se preparar para colocar o cinturão com as munições. “Dei de cara com ele. Estava muito tranquilo. Era uma coisa premeditada”. O professor correu de volta para a sala para proteger os alunos. Fechou a porta e colocou o que pôde para bloquear a entrada.
HOSPITALIZADOS
Três alunos ainda em estado grave
Dez vítimas continuavam internadas ontem; o corpo do atirador estava no IML à espera de ser liberado
Rio de Janeiro. Dez crianças feridas durante o tiroteio na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, continuavam internadas em seis hospitais da cidade ontem. Segundo boletim da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil divulgado ontem, três estudantes estão em estado grave.
Um garoto de 14 anos sofreu uma lesão vascular grave no ombro direito e foi operado no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, na região metropolitana. No Hospital Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, uma criança de 13 anos que foi baleada no olho direito continuava internada.
Três adolescentes permaneciam internados no Hospital Albert Schweitzer, sendo que dois deles estão em estado estável e um, de 14 anos, baleado no abdômen e na mão, está em estado grave. Outros dois alunos de 13 anos estão no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, no centro. Um deles foi baleado no braço e o outro nas mãos. Os dois têm o estado de saúde considerado estável.
Um adolescente de 13 anos continua no Hospital Universitário Pedro Ernesto. Ele foi baleado na perna e no braço e está estável. Outro jovem de 14 anos estava até ontem no Hospital da Polícia Militar. Segundo a secretaria, ele foi baleado na cabeça, mão e clavícula. O paciente foi operado e passa bem.
Ontem, um menino de 14 anos, que sofreu uma lesão na perna e estava no Hospital Estadual Albert Schweitzer, teve alta. Uma menina de 13 anos, baleada no abdômen também teve alta do mesmo hospital.
O corpo do atirador Wellington Menezes de Oliveira continuava no Instituto Médico Legal (IML) ontem. Se ninguém da família liberar o corpo em até 15 dias, ele será enterrado como indigente numa vala comum do Cemitério de Santa Cruz, no Rio de Janeiro.
FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=962438
´Acerto de conta´ entre traficantes vira chacina
09/03/2011
Durante o confronto, três homens acabaram sendo assassinados. Entre os mortos está um soldado da Polícia Militar
Um provável ´acerto de conta´ entre traficantes terminou em tiroteio e na morte de três pessoas no começo da noite de ontem. O palco da chacina foi uma pracinha situada no bairro Jardim Cearense (antiga Maraponga), na zona sul da Capital. Dois homens morreram no local do confronto e o terceiro faleceu no ´Frotinha´ de Parangaba.
O incidente ocorreu por volta das 18h20 de ontem, quando dois desconhecidos, ocupantes de uma moto preta de placa HPN-9900, inscrição de São Luís (MA), aproximaram-se da casa do traficante de drogas identificado como Delano Ribeiro Pedrosa, 31, situada na Travessa Iracema, e começaram a atirar. No momento do crime, Delano, conforme o relato de testemunhas, estava acompanhado de outros cinco homens, não identificados. Alguns deles teriam reagido e também atirado contra os estranhos.
Morte
No tiroteio que se estabeleceu no local, os dois homens que haviam ido ao local com o propósito de matar o traficante, acabaram sendo baleados e tombaram sem vida. Já Delano, ainda foi socorrido pelos amigos e levado para o ´Frotinha´ de Parangaba, onde também faleceu.
Uma câmera instalada na porta da casa do traficante assassinado poderá ajudar a Polícia a elucidar o caso. O triplo homicídio será apurado pelo 8º DP com o apoio da DHPP.
Outros casos
Somente entre a tarde e a noite de sexta-feira, a Polícia registrou cinco homicídios na Grande Fortaleza. Além do triplo caso no Jardim Cearense, ocorreram mortes violentas no distrito de Pajuçara, em Maracanaú; e no bairro Dom Lustosa.
FERNANDO RIBEIRO
EDITOR DE POLÍCIA
FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=962346
Durante o confronto, três homens acabaram sendo assassinados. Entre os mortos está um soldado da Polícia Militar
![]() |
| Homens que foram assassinar o traficante tombaram proximo a moto que daria fuga a dupla |
O incidente ocorreu por volta das 18h20 de ontem, quando dois desconhecidos, ocupantes de uma moto preta de placa HPN-9900, inscrição de São Luís (MA), aproximaram-se da casa do traficante de drogas identificado como Delano Ribeiro Pedrosa, 31, situada na Travessa Iracema, e começaram a atirar. No momento do crime, Delano, conforme o relato de testemunhas, estava acompanhado de outros cinco homens, não identificados. Alguns deles teriam reagido e também atirado contra os estranhos.
Morte
No tiroteio que se estabeleceu no local, os dois homens que haviam ido ao local com o propósito de matar o traficante, acabaram sendo baleados e tombaram sem vida. Já Delano, ainda foi socorrido pelos amigos e levado para o ´Frotinha´ de Parangaba, onde também faleceu.
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| Policiais do Ronda foram ao local mas não encontraram as armas utilizadas no confronto. |
Policiais do Ronda do Quarteirão, da 1ª Cia/6ºBPMe inspetores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foram mobilizados e identificaram os dois homens mortos no local como sendo o soldado PM Jairo Pereira da Silva, 38; e Neuracir Lima Barbosa, 35.
Uma câmera instalada na porta da casa do traficante assassinado poderá ajudar a Polícia a elucidar o caso. O triplo homicídio será apurado pelo 8º DP com o apoio da DHPP.
Outros casos
Somente entre a tarde e a noite de sexta-feira, a Polícia registrou cinco homicídios na Grande Fortaleza. Além do triplo caso no Jardim Cearense, ocorreram mortes violentas no distrito de Pajuçara, em Maracanaú; e no bairro Dom Lustosa.
FERNANDO RIBEIRO
EDITOR DE POLÍCIA
FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=962346
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Suspeito de repassar chips a presos do IPPOO II, advogado é levado à delegacia
Um advogado flagrado com chips de celular no Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO) II, em Itaitinga, está sendo ouvido na tarde desta quinta-feira (7) na Delegacia Metropolitana de Itaitinga. O homem tem 75 anos e foi conduzido à unidade policial ainda na manhã desta quinta, suspeito de repassar chips a presos.
A Delegacia de Itaitinga informou ao Diário do Nordeste Online, às 14 horas, que o advogado ainda estava sendo ouvido e, em seguida, seria liberado. Estava sendo lavrado um termo circunstanciado de ocorrência, o chamado TCO.
"Não sabia"
A ocorrência no IPPOO II foi confirmada ao Diário do Nordeste Online, imediatamente após o fato, pelo diretor-adjunto do presídio, Elindomar Batista Caminha. O advogado teria 75 anos e foi levado à presença do delegado Deodato Fernandes, na Delegacia de Itaitinga, para prestar depoimento.
O advogado disse à imprensa que recebeu uma embalagem com o material para ser entregue a um preso, mas não sabia o conteúdo.
Fuga recente
Recentemente, em 5 de fevereiro, houve um resgate de presos da mesma unidade, o IPPOO II, ação em que fugiram presos como o assaltante e sequestrador Alexandre de Sousa Ribeiro, o "Alex Gardenal".
Cinco chips encontrados
O fato envolvendo o advogado aconteceu por volta de 10 horas. De acordo com Caminha, ele foi levado por agentes da Unidade de Apoio Penitenciário (UAP) à Delegacia de Itaitinga, foi apresentado ao delegado Deodato Fernandes.
"Esse advogado veio atender alguns clientes dele aqui (presídio) e, ao descer, passou pelo detector de metal, que alarmou", explica Caminha.
O diretor revela que o advogado teria alegado possuir uma placa de metal no corpo. "Como é uma atitude suspeita, de praxe, foi dada uma geral (revista) nos clientes dele. Achamos cinco chips - um da Claro e quatro da Tim, na embalagem com cartão", detalha.
Fato recorrente
Não teria sido a primeira vez que o fato aconteceu com o mesmo advogado, segundo Caminha. "Essa atitude dele não é de agora. Ele já teve em outra unidade com atitude suspeita há alguns dias", reitera, referindo-se à Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) I, vizinha ao IPPOO II. "Os agentes lá deram uma geral nos clientes dele e encontraram chip e celular", revela.
De acordo ainda com Caminha, o advogado teria alegado, também, possuir uma placa de metal no corpo.
TCO será lavrado
De acordo com o titular da Delegacia de Itaitinga, delegado Sidney Ribeiro, seria lavrado um TCO, pois a pena prevista neste caso é inferior a dois anos de prisão. Sidney, no entanto, aponta que o fato configura-se como crime.
Este crime é previsto no artigo 349 do Código Penal e o suspeito pode responder em liberdade.
Sidney Ribeiro está de férias e, assim, o advogado foi apresentado em Itaitinga ao delegado Deodato Fernandes, de Guaiúba.
É prematuro para falar, diz OAB
A assessoria de imprensa da secção Ceará da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou à reportagem que ainda é prematuro para falar sobre o episódio.
FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=315677&modulo=967
A Delegacia de Itaitinga informou ao Diário do Nordeste Online, às 14 horas, que o advogado ainda estava sendo ouvido e, em seguida, seria liberado. Estava sendo lavrado um termo circunstanciado de ocorrência, o chamado TCO.
"Não sabia"
A ocorrência no IPPOO II foi confirmada ao Diário do Nordeste Online, imediatamente após o fato, pelo diretor-adjunto do presídio, Elindomar Batista Caminha. O advogado teria 75 anos e foi levado à presença do delegado Deodato Fernandes, na Delegacia de Itaitinga, para prestar depoimento.
O advogado disse à imprensa que recebeu uma embalagem com o material para ser entregue a um preso, mas não sabia o conteúdo.
Fuga recente
Recentemente, em 5 de fevereiro, houve um resgate de presos da mesma unidade, o IPPOO II, ação em que fugiram presos como o assaltante e sequestrador Alexandre de Sousa Ribeiro, o "Alex Gardenal".
Cinco chips encontrados
O fato envolvendo o advogado aconteceu por volta de 10 horas. De acordo com Caminha, ele foi levado por agentes da Unidade de Apoio Penitenciário (UAP) à Delegacia de Itaitinga, foi apresentado ao delegado Deodato Fernandes.
"Esse advogado veio atender alguns clientes dele aqui (presídio) e, ao descer, passou pelo detector de metal, que alarmou", explica Caminha.
O diretor revela que o advogado teria alegado possuir uma placa de metal no corpo. "Como é uma atitude suspeita, de praxe, foi dada uma geral (revista) nos clientes dele. Achamos cinco chips - um da Claro e quatro da Tim, na embalagem com cartão", detalha.
Fato recorrente
Não teria sido a primeira vez que o fato aconteceu com o mesmo advogado, segundo Caminha. "Essa atitude dele não é de agora. Ele já teve em outra unidade com atitude suspeita há alguns dias", reitera, referindo-se à Casa de Privação Provisória de Liberdade (CPPL) I, vizinha ao IPPOO II. "Os agentes lá deram uma geral nos clientes dele e encontraram chip e celular", revela.
De acordo ainda com Caminha, o advogado teria alegado, também, possuir uma placa de metal no corpo.
TCO será lavrado
De acordo com o titular da Delegacia de Itaitinga, delegado Sidney Ribeiro, seria lavrado um TCO, pois a pena prevista neste caso é inferior a dois anos de prisão. Sidney, no entanto, aponta que o fato configura-se como crime.
Este crime é previsto no artigo 349 do Código Penal e o suspeito pode responder em liberdade.
Sidney Ribeiro está de férias e, assim, o advogado foi apresentado em Itaitinga ao delegado Deodato Fernandes, de Guaiúba.
É prematuro para falar, diz OAB
A assessoria de imprensa da secção Ceará da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou à reportagem que ainda é prematuro para falar sobre o episódio.
FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/noticia.asp?codigo=315677&modulo=967
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